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Audiência pública em Guarapuava discute greve docente das universidades estaduais do Paraná

Greve foi iniciada pelas universidades no começo de maio e tem como objetivo principal a valorização da categoria, o cumprimento da lei da data-base e a recomposição salarial

Foto: Divulgação

02/06/2023 – 11:07:28

Redação

Nesta quinta-feira (01), a Câmara Municipal de Guarapuava sediou uma importante audiência pública com o intuito de discutir a greve docente que atualmente afeta a Unicentro (Universidade Estadual do Centro-Oeste) e outras seis universidades do Paraná. Com o tema “Unicentro: desenvolvimento e motivos da greve docente”, o evento visou debater as razões por trás dessa paralisação e buscar soluções para os impasses existentes.

Organizada pela Comissão de Educação do Poder Legislativo, em parceria com o Adunicentro (Sindicato dos Docentes da Unicentro), a mesa de autoridades foi composta pela vereadora Prof.ª Bia (MDB), que presidiu a audiência; pelo presidente do Adunicentro, Geverson Grzeszczeszyn; por Valdir Mestriner do ConCidades Estadual; pelo professor Mauricio Camargo Filho, representando a Unicentro; por Marcela Crema, representando os estudantes; pelo deputado estadual Dr. Antenor e pelo deputado federal Tadeu Veneri.

A greve geral foi iniciada pelas universidades no começo de maio e tem como objetivo principal a valorização da categoria, o cumprimento da lei da data-base e a recomposição salarial, que acumula uma defasagem de 42% até o momento.

Participações

A audiência contou com a participação de docentes, estudantes e representantes políticos. Entre as 21 vereadoras que compõem a Câmara Municipal de Guarapuava, apenas três marcaram presença: Cris Wainer (PT), Prof.ª Bia (MDB) e Professora Terezinha (PT), que formam a Comissão de Educação do Poder Legislativo.

“A educação pública do Paraná, seja superior ou básica, vem enfrentando momentos terríveis. Primeiro foram os saques ao Fundo Previdenciário, depois a cavalaria e tropa de choque para cima dos servidores públicos com bala de borracha e gás lacrimogênio, fomos tratados como terroristas naquele fatídico dia 29 de abril. Depois vieram os cortes orçamentários, a redução no quadro de professores, os processos administrativos e as perseguições. Tudo isso sem contar com a defasagem que, há anos, não é recomposta para o piso dos professores”, lembrou Prof.ª Bia, que presidia a audiência pública.

Entre os deputados estaduais eleitos por Guarapuava, somente Dr. Antenor (PT) esteve presente no evento. Ele reforçou a necessidade de permanecer na luta pela valorização da categoria.

“Esse enfrentamento que a gente faz lá [no parlamento] é muito limitado, mas é necessário. O nosso apoio é incondicional à luta dos senhores [docentes]. Nós, militantes, precisamos fazer nossa parte. Nós precisamos ir de encontro ao nosso povo e esclarecer por que os nossos professores estão em greve. É por bonito? Não! É porque as condições estão precarizadas”, disse o parlamentar.

Explicações

Durante a audiência, foram apresentados os motivos que levaram à greve docente, evidenciando as perdas acumuladas ao longo dos anos. Foi destacado o cenário em que o Governador do Paraná não tem aberto espaço para o diálogo com os docentes e as entidades sindicais de cada universidade, levando a greve a se tornar a última opção para reivindicar os direitos e melhorias necessárias.

A discussão proporcionada pela audiência pública foi de extrema importância para esclarecer a comunidade sobre os desafios enfrentados pelos professores e os impactos da greve nas universidades do Paraná. A expectativa é de que as autoridades políticas possam encontrar alternativas para a resolução dessas questões, garantindo assim a valorização e o reconhecimento da categoria docente, fundamentais para o fortalecimento e desenvolvimento do ensino superior no estado.

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