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Imigrantes contribuíram para o desenvolvimento social e econômico de Guarapuava

Cultura e tradições ainda são preservadas por descendentes

Foto: Fundação Cultural Suábio-Brasileira

Fundada em 1819, Guarapuava recebeu diversos grupos étnicos ao longo de seus 200 anos. Inicialmente foram os portugueses, que chegaram junto com as primeiras expedições colonizadoras, mas não são considerados imigrantes. “Os primeiros povoadores que vieram para cá jamais podem ser chamados de imigrantes. O território dos Campos de Guarapuava era de Portugal. O Brasil era Colônia de Portugal. Passa a Reino Unido com a vinda da família real pra cá em 1808. Tudo aqui era dos portugueses. Claro que os primeiros habitantes eram os índios da nação tapuia: Camés, Votorões entre outras tribos”, explica a historiadora Zilma Haick Dalla Vecchia.

Entre as décadas de 1920 e 1960, o município recebeu grupos que, até os dias de hoje mantém vivas as tradições de seus pioneiros. “Foram ucranianos, poloneses, árabes e também suábios do Danúbio que vieram com uma grande comunidade na década de 1950”, pontua o pesquisador Murilo Teixeira, do Instituto Histórico de Guarapuava.

Os poloneses foram os primeiros imigrantes a chegar em Guarapuava. Em 1920 as primeiras famílias se instalaram no local onde hoje é o Bairro Vila Jordão. As principais atividades desenvolvidas por eles, naquela época, eram a agricultura e o comércio.

Na década de 1930 chegaram os ucranianos. Até os dias de hoje os descendentes mantém a cultura de seus ancestrais viva através da língua e, principalmente, da religião.

Já na década de 1950, árabes se deslocaram até a nossa região, onde se estabeleceram através do comércio, fonte de renda que ainda é perpetuada por muitas famílias. Na mesma década, Guarapuava recebeu aproximadamente 500 núcleos familiares de suábios do Danúbio, que colonizaram as terras de Entre Rios.

Com espírito cooperativista e investimento na agricultura, a comunidade germânica de Entre Rios vê nos grupos culturais – que preservam a língua alemã, bem como a culinária, a dança e o teatro – uma maneira de honrar a cultura e tradição de seus fundadores.

Segundo o pesquisador Murilo Teixeira, foi com a participação dos imigrantes que Guarapuava “cresceu muito em termos de desenvolvimento econômico e social, e suas lembranças estão por aí com tudo que foi construído na cidade ao longo desses 200 anos”.

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Arte: Jonathan Bemol/@jonathan.bemol
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