OPINIÃO

Vírus de bruços e proto zueira: A ciência destruindo o senso comum

Imagem: Freepik

05/06/2021 – 07:20:49

Paulo Syritiuk

Esta semana fomos brindados com uma aula magna sobre ciências médicas na CPI do Covid-19 no Senado da República.

O SENATUR-SENADOR (Palavra em latim que quer dizer senil e experiente) Otto Alencar, que é médico, expôs o ridículo do negacionismo e a mediocridade de alguns dos pseudointelectuais que se apoiam meramente em seus currículos (aliás meu avô já dizia: “piá papel aceita tudo”). E não no estudo sério, pois se agarram como parasitas nas oportunidades mesmo sem ter, ao que parece, tanta competência para exercer funções de responsabilidade na máquina estatal da saúde (meu Deus justo na saúde!!).

Foi o caso da Medica Nilse Yamaguchi, que ao início do depoimento fez uma misancene de seus atributos “científicos” amparados logicamente em muitos papeis, currículos e livros, que apesar da pompa não foram capazes de segurar suas teses e justificar sua performance no suposto assessoramento paralelo as diretrizes do Ministério da Saúde.

Mas vamos aos fatos:   O Senador Otto Alencar faz uma celebre e básica pergunta “A senhora sabe qual a diferença entre um protozoário e um vírus?

Toff! Toff! (ihh engasgou!!). Olhos arregalados, visivelmente incomodada mexe em papeis pra cá, mexe em papeis pra lá e nada!! Então tenta dar a volta (coisa típica de quem não sabe do que fala e não domina assunto), mas o guardião da ciência, e médico, Otto Alencar, a repreende e diz “a senhora é médica formada, responda o que é um protozoário e o que é um vírus?? Toff! Toff!, a médica responde errado e então o senador dá uma aula explicando o que é um e o que é outro e, também, pede pra que ela responda a que classe pertence o corona vírus!! E, pasmem caros leitores! A dita cuja não sabia!!!!!!

Então o experiente médico SENATUR lhe explica, não sem antes, como se diz na gíria, “passar aquele sabão” na pseudoconhecedora, dando lhe  um pito “a senhora não é infectologista e como muitos no Brasil se transformaram e infectologistas e não é assim” e emenda: “vírus é vírus e portanto uma medicação para protozoário (cloroquina) não serve para vírus”!!!

Pois é, meu amigo leitor, ciência é ciência!!!  E cientistas não concordam com senso comum, cientistas sérios buscam dados, fatos, hipóteses, fazem testes, retestes! Cientistas não acreditam no primeiro que fala!  Não leem um só jornal! Não acreditam em FakeNews! ou um só órgão de imprensa.

Cientistas, pela sua formação, questionam as verdades postas e checam fatos, não deixando que as emoções, as paixões e as preferências contaminem suas análises. Resumindo: cientistas pensam e analisam e, como se diz na gíria, “não comem com farinha”! Ciência tem método, testagem e conclusões; ciência é o que é e não o que eu quero que seja!

Acreditar no senso comum e em sua própria opinião é um ato de fé e é pessoal, portanto, não pode ser aplicado/generalizado a todos;

Acreditar na ciência é um ato de razão e, portanto, serve a todos e pode ser generalizado/aplicado a todos.

Moral da história: se você não domina o assunto, melhor estudar e aprender sobre algo antes de dar pitacos, pois, além de passar vergonha, você pode colaborar para morte de um semelhante, causar intrigas e discórdias e também para a queda do avião (lembra da matéria O piloto não existiu)?!


por:

Paulo Syritiuk

Prof. Dr. Paulo Syritiuk

Doutor em Administração de empresa e Marketing pela Universidade Federal do Paraná – UFPR

Mestre em Historia pela Universidade Federal Fluminiense

Comentarista político da Radio Cultura 94,3FM

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