Arilson Chiorato alerta para o risco de perda de competitividade econômica com o novo pedágio

Deputado apontou avanços e alternativas ao atual modelo de pedágio, proposto e defendido pelo Governo Ratinho Jr, durante o debate sobre o tema promovido pela OAB Paraná

Foto: PT na Alep

Com informações de PT na Alep e revisão de redação

05/06/2023 – 17:02:56

 

O deputado Arilson Chiorato (PT) apontou avanços e alternativas ao atual modelo de pedágio, proposto e defendido pelo Governo Ratinho Junior, durante o debate sobre o tema promovido pela OAB Paraná nesta semana. “O pedágio proposto por Ratinho Jr. e Bolsonaro está longe de ser ideal, tarifas mais caras que as anteriores, mais tempo de contrato e mais 15 praças de pedágio. Os avanços que conseguimos foram alcançados nos últimos meses, com o Governo Lula”, ressaltou.

Em sua fala, o deputado Arilson alertou para o risco da perda de competitividade econômica com oneração do transporte de carga, uma vez que o desconto por eixo de caminhão foi retirado da proposta atual. Para ilustrar a situação, o parlamentar citou o seguinte exemplo: Se um caminhão de oito eixos (bitrem) trafegar pelas 5 praças do Lote 1: Ele pagaria R$ 492,80, na concessão antiga. Na nova modelagem paga R$ 549,04, no preço do leilão de outubro de 2021 (que foi usado para base de cálculo), mas com a atualização do IPCA de abril de 2023, esse valor passa para R$ 614,23.

“Com isso, todos os itens de consumo e o custo de vida em todas as regiões do estado vão ficar mais caros. Essa não é a proposta que defendíamos. O fato de ser feito na Bolsa de valores não garante transparência nem execução de obras, mas avançamos ao conseguir aumentar a curva de aporte de recursos, que saltou de 1% para 18%. É importante lembrar que, na modelagem atual, para cada ponto percentual dado de desconto no leilão a empresa precisará depositar R$ 100 milhões, isso dentro de uma faixa de 18 a 23%”, frisou.

“No lote 1, que é o filé mignon do leilão, pode ser que o desconto chegue ultrapasse os 18%, mas e nos outros lotes? E os valores que estão usando para base de cálculo que estão desatualizados. São 3 anos de inflação que precisam ser corrigidos, por isso, a falsa sensação que o pedágio vai ficar mais barato, mas não vai”, pontuou.

O deputado Arilson também observa que a mobilização por um pedágio mais barato continua. “Conseguimos recentemente incluir a contagem de veículos, o que permitirá o acompanhamento do aumento de fluxo de veículos nas praças e, com isso, diminuição do valor da tarifa. Conquistamos também o ingresso, o assento do Paraná, no Conselho de Gestão. Agora, a nossa luta é tentar incluir o Paraná no plano do Governo Federal, que custeará obras de infraestrutura estratégicas, mas isso precisa de vontade política do Governo do Paraná, que não tem demonstrado interesse em buscar alternativas, apenas tem executado com afinco o modelo deixado pelo Governo Bolsonaro”, disse.

“Todos os avanços conquistados para mudar esse verdadeiro desastre chamado pedágio foram feitos junto com o Governo Lula, mas podemos avançar ainda mais. Como disse o presidente Lula, somos fiscais desse processo e vamos defender os interesses do povo do Paraná”, afirmou.

No debate promovido pela OAB Paraná reuniu representantes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, do Ministério Público, da sociedade civil organizada e de entidades ligadas ao transporte com o objetivo de debater o novo modelo.

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