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Deputado que votou com Ratinho Jr. para privatizar escolas é expulso da comissão executiva do partido

Parlamentar da região sudoeste, Luis Corti desobedeceu decisão do partido e também está proibido de representar a sigla, explica nota divulgada pelo PSB

Foto: Divulgação/Alep

07/06/2024 – 10:56:20

Com informações de APP-Sindicato e revisão de redação

As direções nacional e estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB) divulgaram uma nota tornando pública duas punições ao deputado estadual Luís Corti, por ele ter votado favorável ao projeto de lei de autoria do governador Ratinho Jr. (PSD), que autoriza a privatização de escolas da rede estadual.

“O Deputado Luís Corti contrariou a decisão do partido, e por consequência disso, a direção nacional do PSB e a direção estadual do PSB – Paraná resolveram pela exclusão do Deputado da Comissão Executiva Estadual do partido, bem como, o deputado não poderá mais representar o partido em atos públicos e políticos”, diz a nota divulgada nas redes sociais do partido nesta quinta-feira (06).

Ainda de acordo com o comunicado, o partido informa que, em reunião de sua Comissão Executiva realizada no dia 3 de junho, havia fechado questão contra o projeto. A deliberação, segundo a legenda, se deu por ampla maioria dos(as) integrantes da cúpula do partido.

Com base eleitoral na região sudoeste do estado, Corti exerce o cargo de parlamentar pela segunda vez. Nas Eleições de 2022 foi eleito com 26.884 votos. Em 2017, na condição de suplente nas eleições de 2014, assumiu o cargo por oito meses. Segundo o site da Assembleia Legislativa (Alep), em todo esse período ele teve apenas uma Lei sancionada.

Tratoraço

Corti foi um dos 39 parlamentares que ignoraram a rejeição da sociedade ao projeto e os pedidos de diálogo feitos pelos(as) professores(as) e funcionários(as) de escola. A categoria entrou em greve no dia 3 de junho para cobrar do governo e dos(as) deputados(as) a retirada da matéria da ordem de votação. 

Ratinho Jr. enviou o texto para votação em regime de urgência, sem qualquer debate com a categoria, especialistas em educação e até mesmo com a população. Com sessões feitas de forma on-line, sua base na Alep garantiu os votos e o tratoraço no processo democrático. 

O projeto recebeu 39 votos favoráveis, 13 contrários e foi sancionado em tempo recorde, apenas alguns minutos depois de concluída a tramitação no Legislativo.

Veja abaixo como votou cada deputado

 

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